
Por cá o céu não fica azul nem por nada, facto bastante antipático quando a mala foi feita a pensar no sol...
Os dias têm sido passados maioritariamente dentro deste edifício, tão elegante por fora quanto por dentro. A montagem vai correndo.
O pessoal não aparenta stress. Não se vê este ou aquele nervoso, a correr ou sequer a dizer que alguma coisa não vai ser possível fazer. Tudo numa boa! Tudo leal, tudo jóia. Nem sempre nos percebem e não é pouco comum acharem que somos espanhóis e por isso eu pergunto, não é suposto falarmos a mesma língua!? Quem diz rotunda percebe rotatória, mas o contrário não acontece. "Chávena é chinês". Chícara é português... É muito curioso viver todas estas situações e constatar todos estes pormenores linguísticos.

Já deu para um ou outro passeio: Bairro da Liberdade (o bairro japonês) quem em determinados momentos lembra o Martim Moniz, mas que noutros o Japão, que não conheço mas imagino como é o caso da Livraria Fonomag. UMA LOUCURA!

Já passeamos também pelo Mercadão e enchemos o saco cheio de fruta tropical, esquisita, saborosa e vitaminada, especiarias infinitas e conversar um pouco com os vendedores.
A conversa também se desenvolve muito com os taxistas. Uns mais faladores que outros, mais simpáticos e curiosos que tais, mas já apanhámos muitos porque aqui é Taxi por tudo e por nada, não há outra hipótese eficaz. Há muito tânsito, a cidade é GRande, muito movimentada, barulhenta também e o taxi responde à necessidade de porta a porta.

Este é o Parque de Ibirapuera, onde fica o edifício da Bienal e onde se dão bons passeios quando não chove!
Voltarei em breve para mais notícias e fotografias.
P.S.- Em dia de eleição há leis excepcionais: não se pode beber álcool, por exemplo, tudo abre mais tarde, se abrir (os museus estão fechados), ninguém pode ser preso (mais extraordinário ainda, ninguém pode ser preso nos cinco dias anteriores e posteriores à eleição...)