Reflectindo



Colares há muitos, se calhar mais que chapéus, mas certo é que quando os fazemos ou compramos temos um propósito qualquer, propósito esse que inevitavelmente atribui ao objecto um qualquer significado.
Seja o colar muito ou pouco valioso é sempre um objecto de adorno adquirido ou feito com consciência (julgo eu) e quando usado não deixa de envaidecer. Os brincos ou colares que ponho no dia a dia - que nem por sombras são só feitos por mim - são sempre estudados consoante a roupa porque tenho um gozo enorme em conseguir encontrar "the perfect color match". As peças que faço sofrem desta "obsessão" de pandant, mas acima de tudo de uma grande vontade de equilíbrio, usabilidade e claro está - se conseguir ainda melhor - originalidade.
Adoro receber feedback sobre as peças. Gosto quando dizem bem (claro! quem não gosta?) e gosto ainda mais de receber mensagens do género "o colar fez sucesso!". Tudo isto envaidece, naturalmente, mas acima de tudo contribui para que o trabalho siga em frente e para que eu perceba que ele é reconhecido e respeitado.
No entanto, nem de tudo eu gosto... não gosto por exemplo de semelhanças-demasiado-evidentes-que-fazem -franzir-o-sobrolho-e-a-testa (que depois parte e depois não há botox que resolva!)

fb#156

E amanhã há shop update!

15 comentários:

  1. Que flagrante tão óbvio. Viva o trabalho de autor, a investigação e originalidade de cada peça! Fora o botox :))

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  2. Ui, que descaramento, de facto :(

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  3. Pois... até podia ser coincidência, mas realmente faz cavar rugas na testa.

    Confesso que os erros ortográficos aumentaram a minha "comichão"!

    Que vais fazer, Margapinta? Como é que uma pessoa se protege destas coisas?

    Continua o teu (bom) trabalho!

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  4. este assunto também me faz reflectir...sempre que leio algo sobre isto fico confusa, pois não sei quais as fronteiras numa área como o do artesanato. nem como fazem as pessoas para se protegerem. se me perguntassem com quem me parecem aqueles colares eu diria com os teus, mas de facto não conheço mais nenhuns...
    no entanto tenho muitas questões sobre isto e não consigo ter uma opinião devidamente fundamentada sobre o assunto.
    coloquei um post no meu blog sobre isto...se quiseres deixar a tua opinião ela será bem-vinda, pois acredito que tenhas mais algum conhecimento de causa do que eu...

    obrigada
    silvia
    http://www.raparigascomonos.blogspot.com/

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  5. De facto num primeiro relance poderíamos pensar que o colar era teu mas, olhando melhor, nunca poderia ser... a combinação de cores que fazes é SEMPRE PERFEITA, não tem nada a ver com "aquilo"... e depois há toda uma envolvência nas tuas peças (desde a embalagem às "instruções de utilização" da mesma) que as distingue deste tipo de "semelhança"!!!
    Venha de lá esse Shop update para nos regalar a vista (e quem sabe... não resistir e encomendar uma linda jóia Margapinta)!!!
    Beijinhos

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  6. PS: Mas também tenho as dúvidas da Sílvia Silva... será que podias falar um pouquinho sobre isso para tentar perceber???

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  7. Ainda por cima neste caso com a utilização de missangas e outros materiais com a sequência muito semelhante (quase igual) às da Margapinta. Não são só as almofadinhas é o trabalho integral. Os materiais estão todos à venda, e ao alcance de todos e sabe-se em que lojas os podemos adquirir, mas existem sempre muitas maneiras de os conjugar e de manter alguma distância do que já existe no mercado e tentar fazer um pouco diferente, até porque não é apenas para utilização pessoal, é para vender o produto final ao público e aí deve-se ter alguma preocupação.

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  8. entendo perfeitamente a tua irritação!

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  9. Olá Margarida, antes de mais parabéns por mais umas peças lindíssimas...
    Realmente é triste qdo se vêem faltas de imaginação como estas.
    E a propósito de elogios...há dias atrás comprei-lhe uns brincos lindos, lembra-se?...azuis e castanhos?..pois fizeram TANTO SUCESSO que a sua nova dona já pediu o colar aos seus papás...hehehe...que bom!!!!
    bjs

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  10. Em resposta a alguns comentários: não pretendo andar a policiar ninguém nem tão pouco apontar o dedo levianamente. Pensei muito antes de fazer este post e hesitei até, mas conclui que a manifestação pública da minha tristeza poderia ser útil no sentido de alertar a consciência de todo e qualquer um que queira desenvolver um trabalho pessoal sério (!), seja ele na área do artesanato (que por acaso não me revejo), da bijuteria, da joalharia, do design, etc, etc.

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  11. :( blhac!
    estou contigo... tu sabes. :(
    é uma tristeza.

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  12. Olá Margarida, conhecemo-nos na feira da Ladra Alternativa, mas é provável que já não te lembres de mim.
    Vejo diáriamente os teus posts, embora já tenha tentado comentá-los, sem sucesso. Espero que seja desta!
    Sobre esta situação e sobre as questões que a Sílvia levantou no seu blog, "raparigas como nós", fiz um comentário que pode informar sobre alguns aspectos teorico-práticos e que se aplicam nas mais diversas áreas (não comentei logo aqui porque vi primeiro o da Sílvia).
    Se puderes, por favor, lê (leiam).

    No entanto, quanto ao teu trabalho Margarida, que considero excelente sob várias perspectivas, e ao trabalho alheio, tens o meu apoio quanto ao "semelhanças-demasiado-evidentes-que-fazem-franzir-o-sobrolho-e-a-testa". Também eu fiquei de sobrolho e testa franzidos, perante a tua situação, mas se eu estivesse a sofrer o mesmo talvez tivesse uma reacção um pouquinho diferente...talvez fizesse um comentáriozinho a essa fotografiazinha, no sítio onde a encontras-te.

    No entanto, a alma (ver comentário no blog da Sílvia) que tu imprimes nas tuas peças destingue-se das dos demais.
    Além disso, podes sempre registar os teus produtos e assim salvaguardá-los.
    O que vale é que ideias não te faltam, só aos outros!
    Felicidades!

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  13. que cópia tão óbvia, mas sem a alma dos teus. é de facto revoltante...

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  14. Olá Margarida,

    eu sei que a inspiração no teu trabalho é óbvia, mas se eu fosse a ti não tremia nem um milímetro. A diferença de qualidade é óbvia e não há confusão a fazer entre o original e o sucedâneo.

    Em vez de criares rugas na testa a preocupares-te com cópias insignificantes, cria coisas cada vez mais bonitas e diferentes. Isso nenhum imitador consegue fazer. E é quase cómico o esforço da "imitadora" :)

    bjnhos

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  15. A Alice disse tudo, não dá para comparar o incomparável. E eu que o diga, que já não passo sem os teus brincos...;D

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