Na minha cabeça amontoam-se coisas, planos e metas, penduram-se pensamentos e tudo forma uma espécie de escultura que vou fazendo à medida das 24h do dia e dos 365 dias do ano.
Há coisas para contar mas tudo a seu tempo, até lá mais posts, a bom ritmo espero.
Depois de alguns pedidos resolvi ceder e investi num coração.
Sendo assim, dêem asas à imaginação, sejam pirosos e românticos e personalizem uma peça que agora as (já inúmeras possibilidades das) letras têm um novo complemento.
(A respectiva legenda) Ao computador com um quase vintage margapinta. Aos fãs das almofaditas, fica a promessa de que vão voltar. E para quem gosta de sapatos e acha o assunto uma boa curiosidade: sapatos - o que dizem de ti
Quem gosta de manter um blog sabe que, ao fim de um tempo sem posts novos, começa a existir uma certa ansiedade, quer porque sentimos falta de comunicar "para o ar", quer porque acharmos que esse ar poderá estar a perguntar por nós.
Ás vezes não postamos porque não é mesmo possível aceder e ter tempo para escrever, outras porque não há assunto pertinente e depois há outras vezes em que é um misto de tudo.
Hoje, numa divagação mental pelo ritmo e sequência dos dias e da vida, lembrei-me dos tempos em que a ginástica fazia parte integrante dos meus dias e achei que "aquilo" espelhava em cheio o que a vida é grande parte das vezes: cheia de cambalhotas e piruetas na qual às vezes conseguimos, outras vezes não, às vezes damos uma pirueta perfeita, outras caímos a meio dela, mas ainda assim podemos ser aplaudidos porque conseguimos cair na posição correcta, ou seja da forma certa para que a seguir possamos continuar a correr porque não nos partimos todos. Depois há aquelas vezes em que a coisa não corre de feição e temos que tomar em consideração ínfimos pormenores que só nós sabemos para achar que isto é bom. E eu sou aquela "ave rara" que acha que isto é mesmo bom.
Estas animações da lego são deliciosas e inspiradoras
Quando a família cresce não é preciso refazer-se um colar, podemos apenas acrescentar-lhe uma nova chapa com um fecho.
Esta não é uma hipótese que esteja objectivamente na loja, mas já foi feita mais que uma vez, é sinal que as famílias crescem e que as peças margapinta são usadas com significado.
Uma casa da árvore ou melhor dizendo, uma casa no meio das árvores, directamente inspirada na da prima e que estava prometida há muito tempo que teve agora o momento certo para a sua construção e teve até direito a pequeno almoço de inauguração.
Uma felicidade. Tal como o ano passado, de uma forma ou de outra, as férias ficarão na memória com a construção de qualquer coisa.
Objectos parvos que existem por casa mas que se transformam em desenhos inesperados de mais ou menos 15 segundos, o tempo de pousar o giz e fazer pouco mais que um risco. E assim se vive aos 5 anos.
Ir fazendo e registando ajuda a memória a fixar coisas que às vezes se esqueça: o de como foi feito e inclusivamente de que no início não era mesmo nada e aos poucos se foi tornando coisa.
Além disso serve também de prova de que tudo se faz à medida, neste caso por exemplo, nem todas as chapas têm o mesmo comprimento porque há nomes curtos e outros compridos e a peça fica equilibrada quando há variáveis quase imperceptíveis.
Colares "gémeos falsos" para mais duas professoras. Foram executados à medida, com 22 chapas (!) cada um e com algumas particularidades pedidas, como por exemplo a tonalidade das missangas. Além disso embalados de uma forma um pouco diferente do habitual mas pensado para que provocassem impacto imediato.
Peças que irão directamente para a Galeria que tem estado adormecida e a precisar de ajustes.
Há um ano atrás já tinham começado umas férias diferentes.
Por norma as férias são sempre boas mas depois há aquelas que são boas exactamente porque existem uma vez na vida e tivemos oportunidade de tirar fotografias que não nos cansamos de ver . E este post é apenas uma nota a isso.
Pelo menos alguns. E já vão sendo uns tantos os professores - na verdade professoras, mas ainda me há-de chegar às mãos o(s) professor(es) - que são presentados com Margapintas: esta ou esta e mais a de hoje, para dar exemplo.
Receber materiais impressos de uma gráfica tem um sabor especial, mas eu não sei se prefiro isso ao lado aleatório de uma boa dose de carimbos que podem ser feitos à medida das necessidades ou dos imprevistos. Se com um se ganha tempo e uma boa dose de profissionalismo, com outro ganha-se diversão e imprime-se, de alguma maneira, a mão que esteve por detrás de tudo.
Tudo muda, ah pois é.
E rapidamente se passou mais um ano lectivo, ano este bem diferente dos quatro anteriores no qual o meu trabalho por conta de outrém foi mais absorvente que o por conta própria. Mas ao mesmo tempo que tudo muda, vamos verificando que tudo se encaixa, mesmo que leve o seu tempo e mesmo que cada peça tenha tempos diferentes. As novidades Margapinta ficaram assim, e ainda, por se encaixar.
Tenho feito mais viagens na vida do que poderia imaginar. Uma sorte, admito.
A semana passada revi alegremente Veneza que, apesar da chuva, vale sempre a pena, tanto pela cidade como pela Bienal. Há quatro anos registei momentos que consegui (talvez com sorte) não repetir este ano. Ou então talvez a cidade permita isso mesmo, não repetir enquadramentos, tantos são os possíveis.
Existe um felicidiário "oficial" mas (pessoalmente) tenho-lhe acrescentado algumas deixas.
E a propósito destas imagens: a felicidade é cruzarmo-nos com o inesperado e sorrir ou então conhecer novos espaços que nos inspiram
Já para não dizer que a felicidade é um pandant casual
Para contrariar os dias chuvosos deixo aqui um link que descobri perdido em rascunhos: Manish Arora, com um site não muito espectacular, mas onde podemos ver muitas colecções ou, noutro sítio, uma reunião de imagens inspiradoras.
Trabalhar com uma marca de autor não é só porque um nome está implicado, porque se produz em pequena escala, porque muitas das peças são irrepetíveis, porque se trabalha cada peça com cuidado. É tudo isso sim, mas mais, é poder ter um contacto próximo com quem chega até nós, dar a certeza a partir do primeiro contacto que deste lado está uma pessoa que responde aos e-mails com cuidado e sem formatação. É também poder participar ou intervir subtilmente em pequenos momentos de vida através, neste caso, de pequenas peças de uso pessoal, uns brincos, uma pulseira ou um fio.
Margapinta já participou na amizade de uns, no amor de outros, na intenção de estreitar distâncias ou em tantos outros momentos que nem sempre se contam. É por tudo isto que vale a pena.
Há respostas a e-mails que dão posts e este é um deles. Sim o cobre oxida e a prata também, faz parte da natureza dos materiais e da vivência das peças.
Fazer é ler, responder, escrever, martelar, limar, lixar, escolher, encaixar, recortar, passar, coser, e outros tantos verbos mais aqueles que podem ser inventados: missangar, beadar, alicatar, pacientar.... e claro, Margapintar!