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E mais viagens

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Tenho feito mais viagens na vida do que poderia imaginar. Uma sorte, admito.
A semana passada revi alegremente Veneza que, apesar da chuva, vale sempre a pena, tanto pela cidade como pela Bienal.
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Há quatro anos registei momentos que consegui (talvez com sorte) não repetir este ano. Ou então talvez a cidade permita isso mesmo, não repetir enquadramentos, tantos são os possíveis.

As viagens

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Há muito que o sei, mas reitero: viajar é das melhores coisas que há, nem que seja uma passagem de 24 horas por um local ou 12 horas por outro. O cérebro desperta, os olhos arrebitam e o tempo estica e fica com um sabor diferente. Na última semana duas viagens expresso com direito a algumas fotografias.
A crica
A primeira uma saia de senhora da Catalunha que cobicei numa feira de Turismo - aliás cobicei quatro. A segunda de Aveiro onde de relance encontrei a Miriam e rapidamente comi uma coisa doce.

O que ficou por dizer

Quando as viagens são grandes há sempre qualquer coisa que fica por contar ou mencionar.
Abandonada e mesmo assim branca
No post anterior não falei, por exemplo, das pitorescas casas pelas quais me apaixonei,

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dos dias de sol que provocavam bonitos pôr de sol ou dos dias bucólicos de nevoeiro.

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Não mencionei a beleza do interior do Castelo ou da sua capela.
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Não escrevi que a Floresta Negra tem árvores gigantes e que por aquela zona os campos cultivados são grandes, organizados e particularmente bonitos.
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Já falei das galinhas mas fica aqui mais uma fotografia e um desenho porque pelos vistos não me inspiraram só a mim.
É uma galinha

A cascata do Reno é tão turista quanto divertida quando vamos num barquito até à sua base e apanhamos uma molha.

Não mencionei também as brincadeiras que se inventam quando uma mala não permite muita coisa e se coloca a imaginação a funcionar para inventar brincadeiras - construímos um castelo com tudo o que íamos vendo ao longo dos passeios (e por isso o castelo até tem uma cascata!), a partir de rolos de papel higiénico e outras caixas de congelados. E no fim de tudo o desprendimento material obrigatório a um brinquedo que foi tão acarinhado durante um mês mas que teve que ficar.
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E depois das férias

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De vez em quando todos têm direito a férias, até os blogs. Não são pausas, são férias - tempos para ver outras paisagens e comunicar de outra forma.
Durante todo este tempo novas e muitas fotografias foram publicadas noutros suportes que não o blog.
Uma viagem ao sul da Alemanha trouxe novos e belos enquadramentos, aumentou a galeria de viagens, da inspiração e refrescou o dia a dia.

Um castelo, um lago, uma floresta, outras paragens e um museu foram alguns dos locais fotografados.

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Um conjunto de galinhas e seus primos foram o ponto alto de dois dias de visita a uma quinta pedagógica nos quais a câmara não parou de disparar para tentar apanhar todos os pormenores de tais bichos. Nunca antes eu tinha sentido tanto apreço visual por estes galináceos.
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Uma viagem grande terá sempre muito para contar e mostrar, mas talvez este resumo seja suficiente, ou talvez não, talvez sejam necessários mais...

Guimarães

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Um fim de semana em Guimarães, o segundo deste ano e talvez o último.
Venho de lá sempre com a certeza de uma linda cidade e com uma categoria pasteleira acima da média. É caso para dizer que bolos também são cultura e a segunda edição do Fabrico Próprio é prova disso (aproveitem a pré venda até sexta feira 29).

Inaugurou a Plataforma da Artes e é de lá que são as imagens.
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O processo (nada Kafkiano)

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Haveria muito para escrever sobre esta nova colecção mas como diz o ditado "uma imagem vale mais que mil palavras" e por isso mesmo preparei uma pasta cheia de fotografias que fui apanhando ao longo do processo de criação e execução da colecção. Devo ter sido inspirada pelo Saber Fazer*, e se de início uma ou outra fotografia foi apanhada por gozo, depois decidi ser mais objectiva e documentar de alguma forma os processos que existiram desde o início até ao fim da colecção, para os poder mostrar.
São muitas imagens e mesmo assim parece que muitas mais poderiam entrar na selecção, no entanto espero que estas sejam suficientemente ilustrativas para se perceber de alguma forma como é (ou foi, neste caso) fazer e preparar a apresentação das peças finais. O conjunto pode ser visto aqui.

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Nota:Algumas imagens têm legendas. Se clicarem em cima de qualquer fotografia, o conjunto aparece em vizualização pop-up, que é mais interessante

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(O Saber Fazer é um projecto de Alice Bernardo.)

Delicate Bloom II

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Mais uma vez Margapinta teve a sorte de poder contar com a ajuda da preciosa Joana que num serão, mesmo já quase a bocejar (eu e ela) fica perfeita e dá vida a cada peça.

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Esta foi uma colecção morosa e com muitos e diferentes processos, devido sobretudo aos variados materiais usados. Nos próximos posts será publicado uma espécie de passo a passo da colecção, desde "o imaginado ao concretizado". Acompanhem.

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A Vera decidiu exagerar um bocadinho e escreveu um post à Margapinta. Merci!

Delicate Bloom

Delicate bloom

Hoje tenho a honra de vos apresentar a nova colecção Margapinta!
É uma colecção muito especial em que os esmaltes voltam no seu esplendor, conjugados com os inigualáveis tecidos japoneses e as mais delicadas e brilhantes missangas.

Visitem a loja e sigam o blog que nos próximos dias irá contar muito mais sobre esta colecção: processos, histórias e tudo mais que o tiver envolvido com estas peças.

Delicate bloom

Espero que gostem!

Guimarães

Guimarães
Só tinha ido uma vez na vida a Guimarães e aparecendo a oportunidade não podia desperdiçar. Está (ou é) uma linda cidade e para o bem e para o mal, está cheia de movimento. E com tanto sol de uma Primavera antecipada as ruas e esplanadas estão cheias de gente. Há muito tempo que não comia bolos tão bons em esplanadas ainda melhores.
Parede em Guimarães

sem luzes histéricas

uma cidade quase sem neons
Uma última consideração sobre a viagem, antes que passe de prazo porque já regressei: Florença é uma cidade onde os neons são raríssmos. Respeitam-se os edifícios e a sua história.

O set vai continuar a ser actualizado.

No photo

Museu Gucci. Porque há vida além da Renascença.

A figura

E se houvesse alguém capaz de precisar o número de vezes que esta figura é mencionada em aulas de história de arte, merecia um prémio.

Capucci

Podia ser abreviatura de cappuccino, mas neste caso é o apelido do nome que hoje descobri: Roberto Capucci. Fiquei fascinada.

Primeiro azeite

Viajar até uma cidade e poder jantar em casa dos locais é, para mim, um previlégio.
Na Toscânia celebra-se com alegria e festa a saída do primeiro azeite do ano e por isso mesmo esta é uma altura em que família e/ou amigos se reunem à volta de uma mesa para provarem o sabor do (digo eu) ouro verde: verde, muito verde, diria mesmo verde menta.
Servem-se coisas muito simples porque o objectivo é mesmo saborear o tempero. Simples como couve flor crua ou alcachofra, também crua, pão (sempre sem sal por aqui) ou polenta. Tudo bom e o azeite também.

Lá em cima

A centenas de degraus acima do nível do chão, consegue-se uma daquelas vistas inesquecíveis. Daquelas que quando se chega se esbugalham os olhos e se abre o sorriso para quem quer que esteja ao lado, conhecido ou não. Mas, ainda nem o coração desacelarou dos 414 degraus, já as máquinas disparam em todas as direcções. Eu acho que a maioria nem olha porque a preocupação está no clic. Mas eu, depois de tanto olhar para tectos, abóbadas e paredes vertiginosas, desfrutei de um belo tempo lá em cima a observar o mundo cá em baixo e perceber a sua escala real - a de uma formiga.
Claro que também fotografei, até porque, sem máquina apontada ao horizonte somos como que desocupados, ou seja, o alvo perfeito para fotografar o vizinho do lado que sorri para nós e diz "please" ao mesmo tempo que o seu indicador nos dá instruções precisas sobre o que há a fazer. Disparei uma meia dúzia de botões alheios e mais uns tantos meus.
Apercebi-me também que o fenómeno das declarações de amor públicas têm ali um cenário previlegiado. Muitos nomes e corações são riscados mas paredes, mas há também quem arrisque selar o compromisso de forma original. As alturas inspiram, foi a minha conclusão.

Carneirada

Percebo que ainda assim se fica fora da carneirada quando não há livro sobre um bocado de museu, exactamente aquele que queriamos levar para casa. Nem uns míseros postais. Devia ter escondido a máquina e ter tirado fotografias fora da lei, burra...

Shot

Entre espaços públicos onde deixam que a fúria das milhares de máquinas fotográficas disparem e a proibição das mesmas nos espaços museológicos, a sensação de que temos sempre que olhar para cima é tão constante que o pescoço acaba por ficar tão dorido como as pernas que fazem kilómetros.

Nestas cidades hiper turísticas, diria mesmo o seu shopping center, usar e ter um objecto que capte a paisagem parece mais importante do que a existência de casas de banho. No meio de tantas imagens que já vi da cidade na sua generalidade, em livros de estudo, de turismo ou mesmo postais, retrata-la parece bastante despropositado até porque não há imagem bidimensional capaz de captar a sensação in loco. E sendo assim, aquilo que fotografo ababa sempre por retratar pormenores ou perspectivas que me emocionam de uma forma muito pessoal.

Punzioni

O ponto alto do dia foi entrar numa loja centenária de incisão e ficar um tempão a olhar para inúmeros punções, carimbos e tudo o que pode advir da arte de gravação: para metal para talha e para o que a imaginação permitir. Um senhor muito simpático, mas preços proibitivos, alias como tudo por aqui.
Trouxe um punção comigo e com ele tentarei enriquecer estas peças.

Em viagem

Estou em Florença. Testo pela primeiro vez o blogger do iPhone. E enquanto descansava os pés e a alma do espírito renascentista, enquanto espero por três homens que trabalhavam mas que agora se entreteêm com o jogo do benfica, e o meu estômago ronca pelo jantar, imagino invenções que adorava ver concretizadas: um programa de desenho que lesse a minha mente, e aí eu via projectadas com rigor dezemas de peças que imagino. E isto ocorre-me depois de ver muita pintura clássica e de me focar nos adereços femininos.
A segunda invenção fica para outro post.

Restart

praia

meninos
A tentar recompor o ritmo depois de uns dias de férias num destino tropical, com mar quente e sol no corpo. Ui ca bom!

jangadas